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Yevgeniya
5 de janeiro

Você sai do prédio e uma onda de ar quente e um mar de sons te atingem (barulho de carros, burburinho de pessoas, sons de construção, uivos de sirenes), e você entende imediatamente onde está! Eis, finalmente, Manhattan! Por cerca de 3 minutos ficamos atônitos na saída, olhando para as luzes coloridas, os táxis que passavam, as pessoas que corriam.. Talvez nesse momento você entenda que chegou a um mundo completamente diferente! Eis o sonho!!

Recuperando a fala, partimos para explorar a Nova York noturna. Times Square, Broadway, 5th Avenue.. Por volta da uma da manhã chegamos ao Central Park, desabamos em um banco e percebemos que não tínhamos mais forças. Ficamos lá por cerca de uma hora, empurrando um ao outro de vez em quando para não dormir. Depois de recuperar um pouco as forças, percebemos que não podíamos ficar lá a noite toda, pois estava bastante fresco, estávamos com fome e não seria nada mal encontrar internet.. Adivinham para onde fomos? Oh sim, foi ao McDonald's da Times Square))

Lá comemos, nos aquecemos, conversamos pelo Skype com nossos familiares (em Moscou, àquela hora, já era quase meio-dia), conhecemos outra multidão de estudantes russos..

Por volta das 5 da manhã percebemos que podíamos continuar explorando Nova York. Como tínhamos planejado uma excursão à Estátua da Liberdade, partimos para o sul, na área da Yellow Street.

Devo dizer que o centro de Manhattan à noite é um espetáculo bastante triste: o ar não circula devido aos arranha-céus, há lixo espalhado por toda parte, há sacos que são retirados à noite de todos os estabelecimentos e que são recolhidos pelos caminhões de lixo.. enfim, vocês podem imaginar o aroma que há lá. Sim, talvez o que eu mais me lembre daquela noite seja o fedor de lixo((

Mas quando saímos da área dos arranha-céus, chegamos à Nova York que eu mais gostei!

Era uma área de pequenas casas de 4-5 andares com varandas e árvores na frente, que brotavam de um pequeno quadrado verde cercado por asfalto. Em quase todas as portas havia jornais matinais recém-distribuídos pelo carteiro. Em algum momento pareceu que estávamos em uma cena do filme “Todo Poderoso”. Que agora Jim Carrey vai sair da entrada, trazer uma poltrona vermelha, jogá-la ao lado da árvore e mostrar ao seu cachorro onde ele deve fazer suas necessidades))

Aproveitando tais paisagens, passeamos pela Nova York matinal e deserta e por volta das 7 chegamos ao famoso touro de Wall Street, esfregamos ele em todos os lugares necessários para que o dinheiro fluísse e, com a consciência limpa, partimos para a excursão à Estátua da Liberdade.

Bem, honestamente, fomos lá apenas para não pensar depois: “Como é possível, estávamos em NY e não vimos a Estátua da Liberdade”. Sim, não direi nada de novo: uma enorme mulher verde com um livro e uma tocha =) é só isso). No caminho de volta da ilha, apagamos completamente (afinal, mais de um dia sem dormir). Dizem que fizemos uma parada em outra ilha, mas nenhum de nós três se lembra disso.

Na verdade, nosso tempo em Nova York estava chegando ao fim, voltamos à Times Square (agora de metrô, já que quase não sentíamos as pernas), nos despedimos do nosso terceiro companheiro, já que ele pretendia ficar mais alguns dias em NY (aliás, ele ficou lá e nunca chegou ao seu empregador. Fez cursos de barman, trabalhava ocasionalmente em algum lugar, vivia em dez pessoas em um apartamento de 2 quartos.. Mas não reclamava, porque para ele o principal eram as festas e a diversão. O que ele queria obter da viagem, ele obteve e foi feliz. A cada um o seu)..

Tínhamos pouco tempo, então entramos em uma lojinha – eu queria comprar pelo menos algumas roupas para os primeiros dias. Mas era feriado e, ao ver a fila no provador, decidi que me viraria.. Seguimos para a estação de ônibus. Não sei por que decidimos que a Bus Station ficava no cruzamento da rua 42 e da 5a avenida. Não sei por que esse endereço ficou gravado em nossas cabeças. Então, meia hora para o ônibus, viramos a esquina onde, na nossa opinião, a Bus Station deveria estar, e.. não a vemos lá! Demos a volta em todo o quarteirão – não há estação de ônibus!!! E isso não é uma parada qualquer! É todo um terminal – impossível não notar! 15 minutos para o ônibus.. lembro-me que na minha mochila tenho um guia de Nova York, entregue preventivamente pela equipe da IEC (obrigada!). Olhamos o endereço – cruzamento da rua 42 e da 8a!!! avenida! Bem, pensamos – NY foi construída por pessoas sensatas, o que nos custa correr 3 quarteirões.. Malditos sejam aqueles construtores que enfiaram mais três avenidas entre a 5a e a 6a !!!!! Corremos até a estação, mas descobrimos que a entrada era pelo outro lado, e o caminho mais próximo era pelo metrô. Não temos passes, filas nas bilheterias, 7 minutos para o ônibus.. Sim, no segundo dia na América infringimos a lei pulando duas vezes as catracas!.

Finalmente estávamos na estação de ônibus, corremos para o guarda-volumes, pegamos as malas e corremos para a saída necessária. Chegamos ao ônibus 2 minutos antes da partida. Bem, agora sim podíamos respirar aliviados, desabar no assento macio e partir para o nosso local de hospedagem..

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SérieMissão: DESCOBRIR A AMÉRICA!
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