Há alguns dias, encontrei um e-mail do meu patrocinador com uma proposta para ir ver um jogo de beisebol. O ingresso custava apenas 12$, e além do beisebol, esperava-me comida grátis e um monte de novas amizades. Por isso, decidi ir finalmente a NYC e espairecer. Foi por isso que ontem fui ao beisebol a convite do patrocinador. O beisebol em si não me interessa muito, eu queria mais era conhecer novas pessoas, estudantes como eu, e finalmente sair em Nova York. Porque, vivendo em Long Island, durante todo o verão não tinha conseguido sair – ou não tinha dinheiro, ou vontade, ou tempo.
Passei um tempo fantástico. Cheguei à cidade, visitei o Greg e fui a um encontro com outros viajantes. Foi tão louco, aliás, ver os arranha-céus, porque durante quase 2 meses só tinha visto casas particulares em Long Island. Conheci rapazes russos que também são dos arredores de Nova York (aparentemente, não enviavam convites para quem vive longe), havia muita gente de Long Island. Além dos russos, havia muitos rapazes da Europa. Fizemos um passeio de barco e admiramos as vistas de Nova York. Meu Deus, que tola fui ao ficar tanto tempo na minha cidadezinha sem sair por aqui! Nenhum dinheiro vale estas experiências! Mas vou remediar isso, a partir de agora irei à cidade sempre que tiver folga, é simplesmente fantástico aqui!
Aliás, conheci uma rapariga, também de Moscovo, e descobrimos que vivemos literalmente a um quilómetro de distância uma da outra, na mesma estação de metro! É incrível, vivemos a vida toda lado a lado e encontrámo-nos na América. Ainda estou um pouco em choque.
Além disso, conheci um rapaz que tinha conhecido no aeroporto de Londres, durante o voo. Mudou-se para Nova York como queria, embora esteja difícil com o trabalho, mas ele aguenta-se.
Depois do jogo, fomos com os rapazes da Macedónia despedir-nos da minha vizinha de Moscovo, a Vika, e depois caminhámos pela Nova York noturna até à Penn Station. Estava tão absorvida nesta viagem que me esqueci de verificar a que horas era o meu comboio de regresso para a minha cidade. E quando finalmente verifiquei, fiquei horrorizada, porque o próximo era em 20 minutos e o seguinte era em 2 horas, à 1:37 da madrugada! Tinha de chegar urgentemente à estação, porque não queria de todo esperar 2 horas à noite pelo comboio.
Mas aí os rapazes perderam-se – perdemos o rumo e não sabíamos onde ficava a estação... no final, quando nos orientámos e corremos para a estação, descobrimos que o comboio tinha partido há 2 minutos. Meu Deus, não sabia o que fazer, e no dia seguinte ainda tinha de me levantar para ir trabalhar... e a minha bicicleta tinha ficado na estação, de qualquer forma tinha de a ir buscar.
Mas então chegou a minha salvadora, uma pessoa de ouro, a Veronika, que aceitou levar-me se eu apanhasse o comboio para outra estação, que é perto da minha casa (de carro é perto), só que chega mais cedo. No final, descobrimos que íamos na mesma direção que os rapazes, até íamos no mesmo comboio, só que eles saíram mais cedo.
E só quando me deitei é que percebi o quão cansada estava do dia de hoje e que tinha feito bolhas nos pés. Esta manhã custou-me levantar para ir trabalhar, mas estava tão carregada de energia positiva pela viagem que consegui aguentar o dia todo. Numa palavra: as impressões são infinitas! E agora quero sair mais vezes à cidade, porquê ficar aqui a aborrecer-me se vivo tão perto? Tenho de recuperar o tempo perdido.




