Feira
Dia um: demolição de carros. Dia dois: concerto. Dia três: rodeio. Cada dia da feira começava com o hino, durante o qual, é claro, todos se levantam. Na primeira vez, fiquei sentada e não queria me levantar (a América é a América, mas eu amo a minha Pátria e, de qualquer forma, não é o meu país), então Koni, uma das minhas empregadoras, pediu-me gentilmente: não precisas de cantar nem de pôr a mão no coração, mas pelo menos levanta-te.
Carros
O primeiro evento foi a confusão de carros velhos na lama. Já andaram de carrinhos de choque num parque? Pois aqui é a mesma coisa. Só que ganha quem ficar por último e empurrar os outros para fora do campo, ou deixá-los inoperantes. Vinha um reboque, levava o carro já destruído e o jogo continuava. Bastante barulhento (pelo rugido dos motores) e peculiar. Em geral, todas as minhas conhecidas não entenderam o encanto deste evento.
Segundo evento: Era preciso passar com a sua carrinha por uma vala lamacenta, a ver quem era mais rápido. A lama chegava até aos espectadores, muitos ficavam presos.
Concerto
Aqui tudo está claro: houve um concerto de cantores de country.
Rodeio
Primeiro, como de costume, o hino, depois o cowboy mais fixe e bem vestido anuncia o que vai acontecer. Primeiro atuou uma rapariga bonita vestida toda de couro vermelho num cavalo, dando uma volta e realizando acrobacias (truques num cavalo a correr). Adoraria mostrar um vídeo, mas infelizmente não tenho dados ilimitados.
Mas o espetáculo ao vivo é, claro, fascinante, embora desumano. Em menos de um minuto, o touro (às vezes um cavalo, aliás, é mais interessante ver o cavalo) consegue sacudir o cavaleiro tão bem que se torna assustador até para os espectadores, embora estejamos sentados longe e não sejamos nós que estamos lá a ser sacudidos e a saltar. E todo este evento sob uma alegre música country. Os participantes usam nas costas e no pescoço um espartilho rígido especial (pergunto-me quando começaram a usar espartilho e quantas vítimas houve antes disso). O participante deve aguentar o máximo de tempo possível, depois aproximam-se dois cowboys e ele salta para um dos cavalos deles. Ou cai do cavalo. Desta vez correu tudo bem e, ao que parece, sem lesões graves. Embora, como me contaram mais tarde, muitas vezes o cavaleiro cai debaixo dos cascos do cavalo (a ambulância está sempre por perto). Além do rodeio habitual, houve:
- Competições entre mulheres a cavalo por velocidade (era preciso contornar vários barris e chegar à meta).
- Equipas de bares (4 grupos de 3 raparigas) deviam apanhar um bezerro, vestir-lhe uma t-shirt com o logótipo do bar e levá-lo ao apresentador (as raparigas corriam de forma muito divertida, rebolavam no pó e vestiam as t-shirts).
- Dois cowboys deviam perseguir o bezerro até que um deles lançasse o laço ao bezerro. Por velocidade.
- Um cowboy devia lançar o laço ao bezerro, obrigar o cavalo a ficar parado e, entretanto, atar-lhe a pata dianteira e traseira com uma corda. Também por velocidade.
No final da noite, voltou a passar a rapariga de vermelho de Vegas, fazendo maravilhas de acrobacia com uma bandeira e fogo de artifício a sair dela.

