Sala de espera. Entramos e não nos sentamos nas cadeiras, mas vamos logo à direita e à esquerda para a bilheteria. Passamos pelas janelas com os cônsules. Lá, você entrega o passaporte e a página de confirmação com sua foto (que você obtém na agência). Pedem que você vá a uma das janelas com os cônsules (imediatamente... e não faça cara de espanto). Você se aproxima e lhe dizem em russo para colocar a mão esquerda (4 dedos) em um pequeno monitor. Depois a mão direita. Depois os dois polegares ao mesmo tempo. Depois lhe dizem para voltar à sala de espera e esperar que chamem seu sobrenome. Esperamos....
Ouviu algo que se parece remotamente com seu nome e sobrenome - nos aproximamos da janela necessária. Caminhamos com confiança, com um andar fluido, balançando os quadris. Um sorriso no rosto, nas mãos uma pasta com seu histórico escolar, carteira de estudante, etc.
(a seguir, minha conversa com o cônsul. Escrevo em russo, porque tenho preguiça de escrever em inglês)
K – Bom dia.
Eu – Bom dia, senhor.
– Maria, certo?
– Sim, correto.
– Onde você estuda? Em qual especialidade?
– Inzhekon, turismo.
– Quantos anos você tem?
– 21.
– Oh, uma idade excelente. Pode fumar, beber álcool e muitas outras coisas.
– Sim senhor, pena que eu não bebo e não fumo.
– Por quê?
– Não é gostoso.
(risadas do cônsul e um doce sorriso meu)
– O que você acha da primavera?
– Excelente, adoro o calor e mal posso esperar para colocar uma camiseta e tênis.
– Ok. Vejo que você trabalhou no Cirque du Soleil. E como foi?
– Mais ou menos. Achei que seria mais interessante e divertido.
– Ou seja, você não gostou do espetáculo?
– Não, que nada. O espetáculo foi maravilhoso. Mas eu o vi mais de 20 vezes, então... você entende.
– Oh, eu estive em um dos shows. Fiquei muito satisfeito. Quanto te pagavam?
– Pouco.
– O que significa pouco?
– Senhor, significa pouco. Mas não reclamo, já que todas as condições do contrato foram cumpridas.
– Oh, tudo bem. Você usa um pingente com o nome Camilla. Por que Camilla? Já que você se chama Maria?
– Porque gosto desse nome. É bonito e combina comigo tanto quanto Maria.
– Oh, eu também gosto desse nome. Uma minha (não sei quem... talvez filha, talvez sobrinha... ou amiga... não entendi) se chama Camilla. Nós a chamamos de Cami.
– Mmm...
– Por que você quer ir para os Estados Unidos?
– Porque quero tocar, sentir, provar e cheirar tudo o que vi nos filmes. Cresci com filmes americanos e agora quero ser a protagonista de outro, mas com o mesmo cenário.
– Resposta original, Camilla. Bem, tudo bem. Você se familiarizou com seus direitos e deveres?
– Com certeza.
– E entendeu tudo?
– Sim.
– Então boa sorte.
Ele me estendeu um papel A4 e um cartão laranja, no qual diz que meu passaporte será devolvido em breve com o visto.
A moral desta fábula é a seguinte. Não tenham medo!! O pior que pode acontecer é simplesmente não lhe darem o visto. E daí? Já planejei meu verão com antecedência para duas opções.)) Tem visto - América. Não tem visto - mar, praia e descanso com meus entes queridos. E estou absolutamente certa de que tudo acontecerá como EU quero. Não como o cônsul quer. O que quer que ele diga.)) Então, desejo a todos boa sorte, uma conversa agradável e, em geral... chutem o traseiro deles, como dizem nos filmes de ação americanos.))
Tudo o que foi escrito refere-se apenas ao consulado de São Petersburgo... a bagunça em Moscou eu nem quero comentar.

