A cidade de Strand, que fica no caminho para, digamos, Hermanus ou para o Cabo das Agulhas, é famosa por... Embora eu não tenha ideia do que exatamente ela é famosa ou se é famosa de todo! ?
No domingo de manhã, fui acordado por um telefonema.
— Semion, olá! O que estás a fazer? — ao atender e premir «responder», ouvi a voz alegre e já familiar da Irina.
— Hã? Eu? Bem... eu... isto, nada ainda! — devo ter balbuciado de forma ininteligível, já que o meu cérebro funcionava muito lentamente depois de acordar.
— O quê, ainda estás a dormir? — continuou a minha amiga com o mesmo tom alegre.
— Não... já estou acordado!
— Ouve, o Mahmud e eu vamos à praia! Vens connosco?
— Espera um segundo, — balbuciei, tentando desesperadamente, mas em vão, pôr o meu cérebro a funcionar. Percebendo que isso provavelmente levaria demasiado tempo, decidi imediatamente: — Sim! Eu vou!
E por que não, quando nos convidam? Não se deve deixar passar a oportunidade! Não, não, não, não, não!!!
— Tudo combinado então, daqui a quarenta minutos passamos para te buscar! — concluiu a Ira. — Prepara-te!
— Está bem.
E desligámos. Levantei-me e fui lavar-me.
Durante toda a última semana, passei a maior parte do tempo a trabalhar. Tanto no clube como, ainda mais, no livro (estava a editar). E ainda havia muito trabalho pela frente. Por isso, era indispensável descansar.
«Onde quer que vamos», pensava eu, «vou gostar! Em todo o tempo que vivo na Cidade do Cabo, nunca me aconteceu ir a algum lugar e não gostar! Especialmente se o lugar prometesse contacto com a natureza. Neste caso, com o oceano».
O Mahmud declarou com conhecimento de causa que as costas da cidade de Strand (aliás, uma cidade bastante bonita) são banhadas pelas águas do Oceano Índico.
Ao que objetei que o «Índico» só começa depois do Cabo das Agulhas.
— Não, em Strand é o Índico! A água é quente, afinal! — apresentou ele um argumento irrefutável.
A água, de facto, revelou-se bastante adequada para nadar. E se não fosse o vento forte, teria sido simplesmente encantador! Mas eu, apesar de tudo, tomei banho e fiquei plenamente satisfeito.
E não tentei provar a verdade ao Mahmud, ou seja, que ainda estávamos nas costas do Atlântico, embora já bastante perto do Índico. Não queria voltar para a Cidade do Cabo a pé! Ele ter-me-ia deixado na estrada. ??? E depois, o Mahmud é desculpável, ele não é daqui. Ele vem da Jordânia, creio eu. Mas aqui já tem a cidadania.
Se olhares para o mapa ou, se possível, de um helicóptero, Strand encontra-se num canto, numa baía. Quase no centro entre o Cabo Point e o Cabo Hangklip. Mas mais perto de Hangklip e, consequentemente, também do Cabo das Agulhas. É por este motivo, porque é mais perto e porque é um canto, além de graças à corrente quente do Índico que chega a estas águas e se estende até mais longe — até ao Cabo da Boa Esperança, que a água nas costas de Strand-city é quente. Mas, claro, não como em Port Elizabeth, East London ou, especialmente, em Durban.
Depois de apanhar sol e nadar, seguimos para Hermanus. O Mahmud queria passar por uma quinta vinícola para comprar bom vinho.
A quinta estava fechada, lá também era dia de descanso. Mas, em compensação, desfrutámos de uma bela vista. A estrada serpenteava pelas montanhas, sobre as montanhas e descia. A cidade de Strand estendia-se logo abaixo de nós. E eu, embora já tivesse passado por lá uma ou duas vezes, era a primeira vez que visitava a cidade em si. E não sabia que a temperatura da água no oceano que banha as suas costas era bastante aceitável para nadar.
03 de fevereiro de 2007





