Pois bem) Hoje, numa fria noite de inverno, continuarei a partilhar as minhas calorosas memórias)
Como disse antes, a Natasha e eu iniciámos a nossa viagem até West Yarmouth, porque foi exatamente lá que o nosso trabalho nos esperava) Quando ainda estava em NY, liguei ao empregador e esclareci como chegar de Hyannis a Yarmouth. Sabia que estas cidades não eram longe, mas decidi confirmar. O empregador ofereceu-se para nos ir buscar. E assim, quando chegámos a Hyannis, esperávamos pelo carro. Chegou o Pavlin. O Pavlin é o nosso gerente. Ajudou-nos com as malas e levou-nos ao local onde iríamos viver. Pelo caminho, contou-nos o que havia e onde. A cidade é pequena, há poucas lojas)) Levaram-nos para o hotel e disseram-nos que, no início, viveríamos lá, porque no local onde deveríamos viver, ainda estavam a decorrer obras.
O alojamento custava 100$ por semana no hotel. O mesmo deveria custar o nosso futuro alojamento permanente.)
O hotel era muito bom. Havia ginásio e piscina. E os quartos lá eram simplesmente magníficos!!! Mas antes de irmos desfrutar da piscina, decidimos ir comprar comida)) E aí começou o mais interessante. Como disse, a cidade é pequena (mas é incrivelmente gira). E era início de junho, não havia turistas, não havia ninguém a quem perguntar nada de especial. Saímos do hotel. Tínhamos 2 opções para onde ir: para a direita ou para a esquerda) Fomos para a esquerda. Caminhámos durante 2 horas... estávamos terrivelmente cansadas, quase chegámos à cidade vizinha. Não caminhávamos depressa. Não conseguimos comprar nada de especial para comer.( E aí percebemos que tínhamos de voltar para trás. Mas conseguimos conhecer dois jovens agradáveis, eles explicaram-nos tudo. Levaram-nos a casa e levaram-nos às compras. Estes são os nossos primeiros amigos lá) Descobriu-se que uma grande loja ficava a uma hora de caminhada, mas na direção oposta)) foi algo incrível))
Na loja comprámos um monte de coisas, corríamos como loucas))) Especialmente havia muitos frutos e bagas)) E aí esperava-me outra surpresa. Aproximo-me da caixa e espero. E sabem porquê? Porque não há caixa. E aí os nossos amigos dizem-nos que é uma caixa de self-checkout. Tinham de ver os meus olhos. Um dos amigos aproximou-se e começou a passar os produtos sozinho. Perto, claro, andava uma rapariga que olhava como e o que fazíamos. Mas que confiança! Isto é o paraíso. O meu primeiro pensamento foi que certamente há pessoas que não passam alguns produtos))) Depois de passar os produtos, pagas tu mesmo e pronto. Em geral, é invulgar, meus amigos) Penso que vocês também teriam ficado surpreendidos)) E cada grande loja tem cartões. Conselho: informem-se no balcão e façam um. No primeiro mês fomos estúpidas e não fizemos. Mas depois fomos lá e fizemos, e foi GRATUITO)) Façam absolutamente um, há ótimos descontos e promoções. No primeiro dia de compras gastámos 80$. Não foi muito bom))) Mas este é o período de esbanjar, depois tudo mudará))
Das minhas primeiras compras lembro-me bem de um mau momento. Quando nos aproximámos da caixa, estava uma mulher à nossa frente. Pus cuidadosamente as bananas de lado. Ela gritou, atirou-mas e disse que eu a estava a incomodar. Estas coisas acontecem( Mas isso aconteceu apenas uma vez.
Voltámos para casa, arrumámos a comida e, claro.. tirámos-lhe uma foto)) E depois comemo-la com prazer)
Depois fomos à piscina, e também ao ginásio) Fazíamos isso quase todos os dias durante a semana lá) Relax) A este período chamaria relax and travel)))
Passados três dias fomos a uma reunião de apresentação. Tínhamos de trabalhar no parque) O parque dividia-se numa zona seca e numa aquática. No parque havia muitos, muitos escorregas insufláveis e não só. Na zona infantil seca havia simplesmente vários trampolins insufláveis nos quais se pode saltar, na infantil aquática havia pequenos escorregas, no final dos quais se cai na água. Na aquática para adultos havia escorregas enormes. Durante o verão tornavam-se cada vez mais)) E em geral, o que não havia lá. Dentro havia todo o tipo de máquinas de jogos. À entrada usávamos uma pulseira. Cada dia era de uma cor diferente, para que as pessoas não entrassem de graça))
O problema era a comida. Tínhamos uma pausa de 15 minutos durante a jornada de trabalho de 8 horas. No parque só havia comida de plástico e bebidas. Não havia descontos em bebidas para os funcionários. A bebida custava 4$( A comida 6-10$. Em geral, lá não comíamos. Comíamos em casa) Ah sim, sobre a casa.
Depois de viver uma semana no hotel, mudámo-nos para um hostel. Neste período, pela primeira vez deparei-me com o sistema de táxis. Pagas por milha. Percorreste 12, significa que pagas 12$. Quando vinham buscar-nos, no contador já havia 2,5. Nas grandes cidades podem ser 5 logo de início. É assim. E além disso na nossa cidade só havia táxis pequenos, ou seja, não levavam 5 pessoas. Lá têm muito medo da polícia, das suas multas e por isso não arriscam. O hostel era junto ao nosso parque. Ou seja, vivíamos mesmo ao lado do parque. Quando saía do quarto, via a vista do parque. Para o trabalho 1 minuto)) Vivia no 2o andar num quarto com a Natasha. A cozinha era na casa ao lado. E a casa de banho e o WC eram dentro. Nesta casinha de dois andares, que está dividida em quartos para 2-3 pessoas, vivia apenas o pessoal)
Éramos muitos. Trabalhavam pessoas da República Checa, Rússia, Bulgária, EUA, Quirguistão, Cazaquistão. Em geral, não houve tempo para aborrecimentos. Os rapazes do Cazaquistão viviam na casinha ao lado, onde estava a nossa cozinha comum e eles tinham lá um wifi fantástico( Nós com isso no quarto tínhamos um problema. Descíamos à noite e sentávamo-nos à mesinha com o wifi. Estas mesinhas eram o local de encontro à noite. Também tínhamos festas fantásticas no chamado buraco. Este é o local atrás da nossa casinha) Lá era fantástico passar o tempo)
A nossa equipa era amigável. Dois gerentes búlgaros – Plamen e Pavlin, eram fantásticos. E não eram muito mais velhos que nós. O chefe, que se chamava Joe, não falava connosco, cumprimentava muito raramente e em geral é estranho.
Mas com o alojamento a Natasha e eu fomos as mais sortudas entre aspas)) O assunto é que só a nós é que o WC não funcionava))) Foi um longo período de reparação)) Mas precisamente a nós é que não funcionava. Era engraçado e uma pena( Não foi em vão provavelmente que o número do nosso quarto era 66)) Além disso, aliás, todos os quartos podiam ser abertos sem chave. Bastava abrir a janela, esticar a mão e abrir a porta) Por isso a frase: “Entrei em tua casa e bebi leite” era quotidiana)
Provavelmente vale a pena contar em que consistia o meu trabalho.) Em geral, todas as manhãs às 9:45 reuníamo-nos dentro do parque todo o pessoal e os gerentes. Os gerentes distribuíam quem ia para onde, para que trampolim, escorrega ou qualquer outra coisa. No início não havia grandes escorregas aquáticos. A maioria trabalhava na seca. A essência é que ficas de pé e vigias que as crianças tenham meias, que deslizem pelo escorrega uma a uma. Se é um trampolim, que não haja muita gente dentro. Em geral, tudo isso era aborrecido. Não se podem usar telemóveis. Nem falar também. Nós, claro, quebrávamos tudo isso, mas devagarinho))
Depois puseram enormes grandes escorregas aquáticos. Em cada aquático trabalhavam 2 pessoas. No início não chegava lá de maneira nenhuma. Mas depois puseram-me lá e trabalhava lá constantemente. E ainda por cima sempre no segundo escorrega mais assustador. Nestes 2 meses tornou-se para mim como se fosse meu))
A essência do trabalho no aquático. A pessoa que está em baixo lava a areia dos pés das crianças e diz-lhes quando podem subir. Também verifica se a altura é normal. Lá menos de 42 cm não era permitido. Só se um adulto os levar ao colo. A pessoa que está em cima molha o escorrega antes de a pessoa deslizar e diz-lhe quando pode. Também era preciso controlar que o escorrega não esvaziasse para que não houvesse muita gente em cima. Na escada só um a um, já que se de repente deixas passar dois e um escorrega, levará também o segundo))) Também verificar constantemente que o escorrega está em bom estado. De 2 em 2 horas reparávamos o escorrega, mas fazíamo-lo com qualidade. Por isso, trabalhávamos constantemente nele.) O nosso escorrega dividia-se em dois. Às vezes funcionava um só. Sobre isso também era preciso avisar. Porque adorava trabalhar no aquático. Primeiro, a pessoa em baixo e em cima muda de hora a hora ou duas, dessa maneira podias esconder-te do calor. Como resultado, em vez de 8 horas ao sol, fazia 4. Embora o “magnífico” bronzeado não o tenha evitado)) Mais, podias deitar água em ti quando está calor e beber da mangueira)) E em cima podias estar ao telemóvel)) Além disso, neste escorrega trabalhava com a Natasha, que durante o verão se tornou como uma irmã para mim. E falávamos. Mas era perigoso)) Porque às vezes as pessoas entendiam do que falávamos))
Pagavam-nos 8,5$ à hora. Trabalhávamos 4-5 dias por semana. 5 começaram a pôr-nos só a partir de julho. Rendiam 240-300$ por semana. 100 iam para o alojamento.
Procurem um segundo trabalho imediatamente. A Natasha e eu somos “muito fantásticas”. Chegámos antes de todos, mas fomos procurar mais tarde que todos. Encontrámos trabalho no hotel como empregada de andares. Tarifa 10$ e só 2 dias por semana. Lá tivemos uma sorte incrível com os gerentes. Havia excelentes gorjetas. E não nos tiravam. Mas havia raparigas a quem os velhos tiravam tudo. Nós tivemos formação só 1 dia. Começámos a trabalhar a partir de meados de julho. Mas trabalhámos lá 3 semanas. Trabalho muito pesado e tive uma reação aos químicos. E sim, estraguei lá as minhas magníficas calças.) Lembro-me de um caso lá, quando me perguntaram de onde vinha. Respondi, ao que se seguiu a pergunta: “E a Rússia onde fica?” É assim que acontece)) Choque e nada mais. Havia pessoas que pensavam que Ufa era a capital, porque compravam vodka onde estava escrita esta cidade)) Aliás, a loja de álcool é em todo o lado. Mas, se não tens 21 anos, podes nem tentar.) Mas em geral, melhor não beberem nada: D
Em geral rapazes, não se atrasem com o segundo trabalho. A nós o dinheiro de um só não chegava. Se querem passar um verão fantástico vão imediatamente. É melhor trabalhar arduamente em junho, julho, e em agosto deixar o segundo e trabalhar só num, do que como nós. É duro no final do verão adaptar-se a trabalhar arduamente((
Anexo uma foto de como esperava pelo autocarro para casa depois do segundo trabalho))
E também não esquecerei, como a Natasha e eu decidimos antes de ir procurar trabalho, beber kulata azul. Em geral, depois disso percebemos que foi em vão:D
O ponto positivo do segundo trabalho era que trabalhávamos das 8:30 às 13:00.
É assim) No próximo blog gostaria de partilhar uma história real do trabalho ou o que nunca esquecerei)) Só os momentos marcantes))
P.S. envio-vos um vídeo, que os rapazes da República Checa fizeram) Lá mostra-se o nosso parque e onde vivíamos)















