A etapa seguinte foi a mais assustadora. A embaixada.
Este lugar no nosso país é famoso por ser um dos que mais recusa pedidos de todos. Não sei por que é assim. Se é um boato ou a verdade. Não importa.
Claro, li um monte de artigos sobre como se comportar diante do cônsul, quais documentos levar, o que dizer, como responder, o que mostrar e o que não mostrar.
Conselho no 3: Levem tudo! É melhor não precisar do que o cônsul pedir e você não ter.
Mas, para manter o tema do blog sobre viagens desastrosas, é claro que aqui também tinha que acontecer alguma coisa. Por exemplo, que eu nem imaginava que não se podia entrar com o celular. Pensei: bem, desligo, guardo, esqueço. Mas não. Levei o celular para informar rapidamente aos meus parentes a notícia, fosse ela alegre ou triste, mas os guardas não me deixaram entrar com ele. Já entenderam qual é o Conselho no 4, né? O mais engraçado é que eu também não tinha dinheiro na conta para ligar para a minha mãe. Por sorte, havia um rapaz por perto, liguei do celular dele, minha mãe voltou voando, pegou o celular e a capa do passaporte (!). Sim, com ela também não deixam você entrar.
Mas, apesar de todo o nervosismo na entrada, depois tudo foi mais simples. Uma entrada longa, muita espera. Claro, muito nervosismo lá dentro, que não dá para evitar de jeito nenhum, mas a entrevista transcorreu de forma fácil e descontraída. O cônsul parecia ser uma boa pessoa. Talvez eu tenha tido sorte, ou talvez estivesse tudo realmente certo nos meus documentos. Não sei.
De qualquer forma, saí da embaixada e, enquanto caminhava para onde podia pegar um táxi, chorava de felicidade.

