Quando você está em uma grande viagem, não há muito tempo para longas reflexões e uma profunda autoanálise. Você tenta captar rapidamente tudo o que há de mais interessante ao seu redor: comunicar-se muito com pessoas interessantes, descobrir novos lugares e desenvolver-se nas direções mais diversas. E só depois, quando você volta para casa, lembra-se de todos os momentos mais felizes (e não tão felizes) e percebe que voltou da viagem como uma pessoa completamente diferente.
Hoje quero compartilhar não o que a América descobriu para mim, mas o que eu mesma descobri estando lá:
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EU AMO COMIDA
Provavelmente vocês esperavam que a primeira conclusão fosse global e séria... mas não. A América provou mais uma vez quantas coisas deliciosas existem no mundo: um suculento bife texano, panquecas doces, bolos com pasta americana, caranguejos de Maryland, nachos com molho de queijo... Em resumo, quem está de dieta definitivamente não tem nada a fazer neste país. -
TUDO ESTÁ EM SUAS MÃOS
Esta conclusão já parece algo mais profundo e ponderado. Não é uma frase banal tirada de livros de automotivação, mas um fato comprovado. Se uma menina pequena com alguns dólares no bolso percorreu todo o continente, então todo o resto é moleza (se, é claro, você parar de se justificar constantemente com ou sem motivo). -
O DINHEIRO NÃO É O MAIS IMPORTANTE
Uma verdade conhecida por todos, que por algum motivo é frequentemente criticada. Aqui eu poderia escrever novamente sobre os poucos dólares no bolso e tudo o mais... mas não farei isso. Prefiro contar que as lembranças mais legais eu obtive de forma totalmente gratuita: conhecer pessoas incríveis que nos hospedaram via couchsurfing; nadar no Golfo do México em uma praia privada onde nos infiltramos sem que ninguém soubesse; a viagem para a Filadélfia, para onde nos levou um produtor musical que por acaso tinha um lugar livre no carro; os museus incríveis de Washington, onde você pode entrar totalmente de graça... em uma palavra, tudo o que há de melhor chega às nossas mãos por si só, se simplesmente formos atentos ao mundo ao nosso redor. -
AS COISAS SIMPLES NOS FAZEM FELIZES
Este ponto é um pouco parecido com o anterior, mas aqui eu gostaria de contar um pouco sobre outra coisa. Quando chegamos pela primeira vez a Washington e, claro, nos dirigimos imediatamente para a Casa Branca, vagamos por muito tempo em busca daquela residência de Obama e de outros caras legais, até que percebemos que o minúsculo prédio atrás de uma pequena cerca era, de certa forma, aquilo. Uma história semelhante aconteceu com a Estátua da Liberdade, que na vida real se revelou muito menor do que tentam nos fazer acreditar. Em compensação, me surpreendeu um teto comum em um dos cassinos de Las Vegas, que estava coberto de enormes flores de plástico brilhantes. Ou uma ciclovia conveniente no caminho para o oceano. Em resumo, este ponto não é sobre dinheiro, mas sobre o fato de que os pequenos detalhes agradáveis às vezes alegram muito mais do que os clichês publicitários pretensiosos. -
COM TRABALHO HONESTO TUDO VIRÁ
Claro, mesmo entre meus amigos haverá uma boa dúzia de pessoas que dirão que «se você não enganar, não vive» (de forma suave ou não tão suave). No entanto, acredito que nem um dólar (mesmo com a nova taxa de câmbio!) vale mais do que uma palavra honesta e uma boa ação. Se você vive de acordo com suas próprias leis e não trai a si mesmo, tudo dará certo para você. -
A AJUDA PODE VIR NO MOMENTO MAIS INESPERADO DAS PESSOAS MAIS INESPERADAS
Ao se encontrar em outro continente, você de repente percebe quantos amigos você realmente tem (dica: menos do que você pensa). Foi triste, mas instrutivo. Acontecia de as pessoas mais próximas falharem, enquanto pessoas que você mal conhecia te salvavam. Um profundo agradecimento a quem não se esqueceu de mim durante os meses de ausência na Rússia; um profundo agradecimento a quem me apoiou na América quando, no início, eu chorava por causa do meu inglês ou estava muito doente; um profundo agradecimento à minha tia de Nova York, que salvou a mim e aos meus amigos; o agradecimento mais profundo à minha família, sem a qual esta viagem não teria acontecido de forma alguma. Em resumo, as pessoas a quem sou grata merecem uma nota à parte. Ou até mesmo um livro. -
A JUVENTUDE É UM ESTADO DE ESPÍRITO
Depois de ver na América avós e avôs de 95 anos andando de Bugatti e Maybach, com um monte de tatuagens e piercings, enviando descaradamente seus netos para acampamentos de verão na outra costa e viajando livremente pelo mundo... fico simplesmente rindo quando meus colegas começam a reclamar da velhice que se aproxima. -
A DISTÂNCIA NÃO É UM OBSTÁCULO
Uma das lições de vida mais importantes. Vamos ao simples: o século XXI significa telefones, internet, diferentes programas de comunicação, Skype e, no final, cartas. Um bom amigo meu me escreveu e enviou uma carta (real, de papel) quando não conseguiu entrar em contato comigo. E papai acordava no meio da noite para conseguir falar comigo antes que eu corresse para o trabalho (no estado de Delaware, onde vivi por muito tempo, são 8 horas a menos). Então, quem quer, busca oportunidades, quem não quer, busca desculpas. -
TODOS SOMOS DIFERENTES
Sou grata ao destino por ter me dado a chance de conhecer jovens dos cantos mais diversos do planeta: América, México, Brasil, Bulgária, Estônia, Letônia, Alemanha, Ucrânia, China... Cada representante desses países tem seu próprio pequeno mundo na cabeça, que se compõe da mentalidade, da história do país, do caráter, dos hábitos e até do que prefere comer no café da manhã. Ao se comunicar com as pessoas mais diversas, você dá um passo em direção a se tornar um Cidadão do Mundo - livre de complexos, quadros e estereótipos. -
COMO É IMPORTANTE APRENDER LÍNGUAS ESTRANGEIRAS E VIAJAR
Quero ressaltar que não importa o tamanho da viagem que você faz: uma hora e meia de ônibus para a universidade todas as manhãs ou uma viagem de muitos meses para o outro lado do mundo. Cada uma delas é um passo à frente em direção a um grande objetivo. O mundo é tão grande que cada um certamente encontrará nele o lugar ideal para si mesmo.
