Este ano, tive vontade de queimar São Francisco, arrasá-la até ao chão e reconstruí-la do zero.
Foi gasto uma quantidade injustificada de dinheiro, esforço e, o mais frustrante, tempo. É preciso vir aqui apenas de carro, caso contrário, corre-se o risco de deixar todas as forças e a vontade nas subidas íngremes das ruas.
O sol queimava a pele e consumia o ânimo. Além de dormir, não queria nada! E apenas o nosso amor pelos pores do sol, meu e do Tema, nos obrigava a mover. E essa foi a melhor memória da cidade.
Depois, chegámos a um oásis de paz e beleza: Sausalito. Iates e montanhas visíveis através do nevoeiro, vinho e comida. O que mais é preciso?
Mas estávamos à espera de finalmente escapar. Já não nos alegravam as vistas bonitas nem a própria ideia. Por isso, desta vez, percebi que só voltarei aos arredores.





