A quantidade de fotos reflete a quantidade de impressões. Pois bem, esta semana só fotografamos m&m's e Hershey's...
A vida humana perde todo o sentido se carece de algum tipo de ocupação (o tipo de ocupação, claro, cada um determina para si com base nas suas capacidades e necessidades, mas não é disso que se trata). Mesmo rodeados de atributos paradisíacos, começamos a apodrecer no tédio, na ociosidade. E é precisamente nesses momentos que não te interessa nada além de pequenas bolinhas de chocolate coloridas.
O oceano? Só te suja com sal e areia, e ainda por cima tens de te lavar depois.
Miami? Nunca gostei de sauna, e se ainda por cima acrescentam vapor constantemente, dá vontade de morrer.
A piscina? Não há nada mais desagradável do que sair da sauna e entrar em água morna, onde te sentes como uma cenoura cozida...
As visitas diárias à "sauna" com o objetivo de encontrar trabalho não foram coroadas de sucesso, nem deram esperança de sucesso. Por toda a parte, mãos americanas sorridentes empurravam-nos a preencher Applications, que diziam por si mesmas: "Não têm qualquer hipótese".
#conselho N.o 8
Se decidiram com certeza que passarão o verão em Miami ou noutro lugar com clima tropical (é o que diz a Wikipedia), então levem convosco as t-shirts, calções e chinelos mais finos... Nem sequer esperem vestir calças ou ténis algum dia, já que esse tipo de coisas só é usado lá por pessoas com tendências suicidas. =)
#conselho N.o 9
Na Wikipedia também lemos: "A maior quantidade de precipitação cai no verão, a estação das chuvas dura de maio a setembro, no verão também há altas temperaturas e humidade. No resto do ano as temperaturas são moderadas com pequenos períodos frescos. A temporada de furacões coincide com a estação das chuvas, ou seja, dura de maio a setembro". Portanto, estimados participantes de J1, caem exatamente numa panela de pressão. =) Qualquer habitante de Miami dir-vos-á que o verão não é época. Consequentemente, há muito menos trabalho do que o habitual. Mas quem procura, encontra!! =)
#conselho N.o 10 (para os rapazes)
Estimados, se viajam com raparigas, em circunstância alguma as deixem sozinhas. Os felicíssimos possuidores de Green card de países da Europa de Leste, a população masculina afro-americana, a população masculina latino-americana... Em suma, todos estão dispostos a ajudar as raparigas em qualquer situação ABSOLUTAMENTE GRATUITAMENTE (isso dá-se por garantido! basta olhar nos seus olhos honestos!)... Mas é melhor não as abandonar e não criar situações em que precisem de ajuda. =)
"Rapazes, não estão à procura de trabalho?", ouviu-se a voz de Vadim, que a deusa cega dirigiu para nós. Pois claro que sim!!!! Já começávamos a desesperar!! Até começámos a arrepender-nos de ter recusado trabalhar ilegalmente para um sírio suspeito que paga 7,5 $/hora e aceita toda a gente, que pede para trabalhar para ele 2 dias como estagiário, mas na verdade só não quer pagar por esse tempo, que obviamente enganará, pagará menos, tratará como escravos. Sírio, queremos trabalhar para ti!!!
Mas não foi apenas um grão, mas um grande pedaço de sorte o que encontrámos em Vadim! Tudo começou com um pequeno trabalho extra: por 50 $ para os dois (só trabalhavam os rapazes) durante 40 minutos teletransportámos uma enorme quantidade de lixo graças a um carrinho que o americano não nos permitia levar e que levámos de qualquer maneira. A melhor maneira numa situação dessas, quando queres fazer algo mas não te permitem, é fingir que não entendes nada. O americano cuspiu em nós, russos, e... já estávamos a nadar com gosto na piscina, discutindo os primeiros dólares ganhos.
A euforia passou no dia seguinte. Os 50 $ agora pareciam uma migalha que se pode gastar numa única visita à loja, comprando até só o necessário.
Vadim não voltou a aparecer. Já não havia lixo. Passaram dois dias.
Um telefonema! Vadim! Há trabalho! 10 $/hora! Estamos de acordo! O que há a fazer? Num iate? Só rapazes? Reparação? Até pilotar um avião de combate!
Levantámo-nos às 6 da manhã para chegar ao trabalho no estaleiro às 8. Mas, claro, chegámos uma hora e meia atrasados.
Trabalho!!!!!!!!!!!! No iate de um multimilionário! Mais ainda, propuseram-nos viver nele para não gastar 3 horas por dia no caminho de ida e ainda... dar-nos-ão de comer, muito saboroso. =)
Só que é uma pena que fomos obrigados a abandonar a rapariga, e não queríamos... Mas não deixo de me surpreender com a nossa sorte nesta viagem. Descobriu-se que o iate, após a reparação, navegaria com o senhor multimilionário a bordo para o Canadá e, portanto, alguém precisa de cuidar da limpeza do navio e do conforto do seu dono. Em suma, precisavam de hospedeiras. Assim, os três começámos a trabalhar no iate. Um ajudava a pintar, outro carregava o aspirador gigante.
Quantas migalhas recebemos desta vez não sei... Perdi a conta. =)





